sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede:Fábio Cruz: Existencialismo:


A maior luta do homem.
É contra si mesmo.
Travada no silêncio da alma

Mórbida e calma

Ela vai sedimentando e aperfeiçoando.

Os caminhos são lúgubres
E estamos condicionados à liberdade.
Não adianta negar a si mesmo 
Culpar o próximo ou mesmo fugir
O homem está condenado a se fazer homem.

O viver é sempre uma angústia
O peso da liberdade 
É um fardo a ser carregado.
Então homen acate seu livre arbítrio
Encontre sua verdade verdadeira
Escolha seu caminho e não olhe pra traz
Não existe culpado ou inocente. 
Somos vítimas das nossas próprias escolhas.
(Fábio Cruz)

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede:Leonardo Lisbôa:


Viveres por Morreres, Morreres por Viveres.
Somos filhos de nosso tempo.
Nenhuma novidade há nesta sentença que é lugar comum para historiadores e filósofos.

Carregamos em nossa bagagem íntima a realidade da época de nossa formação humana. Sou filho da década de 60,70, 80 e 90 do século 20.

Estas décadas foram marcadas pelo pós-guerra, pela suposição supersticiosa do fim eminente, pela violência e pelo carpe diem.

Como o suposto fim se aproximava – ameaça atômica ou como pregavam os fanáticos religiosos – conscientemente ou não os caminhos percorridos eram os vícios – cigarros, os mais inocentes; o álcool; as drogas, o sexo livre – surgimento da AIDS, movimentos sócio-políticos compromissados coletivamente e sem compromissos consigo mesmos – guerras e comunidades alternativa, e, finalmente, o fanatismo religioso.

Eram todos caminhos que levavam à loucura. Tiravam as pessoas do equilíbrio, do bom senso. Caminhos que todos de alguma forma percorriam sem saber, de sã consciência, a razão de se embrenharem por eles.

Eram os “malucos-belezas” de Raul Seixas, os soldados de Cristo de Billy Graham ou Neimar de Barros. Eram também os anti-ditaduras bem como os anti-comunistas. Todos buscando alguma ideologia para justificarem esta ideia do fim e do caos. Quem não se entregava a alguma destas paixões se entregava a certa frivolidade, apatia ou desdém de tudo.

Era o fim do século! Era o fim do milênio.
Morria-se de magreza e câncer por tanto fumar. Morria-se drogado. Morria-se de AIDS. Morria-se de guerra. Morria-se de tortura pela ditadura. Morria-se de pobreza. Morria-se por combater o comunismo. Morria-se por combater o capitalismo. Morria-se de tédio. Morria-se de fanatismo com suas diversas formas como as vítimas de Jim Jones ou como se morria por Jesus.
O século vinte acabou bem como suas formas românticas de morrer.
O século 21 nasceu. E as pessoas morrem, continuam morrendo, de pós-modernidade. É a gordura mórbida que mata – nunca se viu tantos obesos; morre-se também por falta de valores e princípios – nunca se viu uma geração tão desnorteada por causa de orientações sexuais, por tanta liberdade de ser e ter, por tanto achar supostas soluções para tudo...
É o ser humano um ente angustiado e neurótico!
Morria-se por tanto fim, morre-se agora por ser sem fim.
Leonardo Lisbôa
Barbacena, 20/07/2015.

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede:Eduardo Benetti:



Punhalada ferina de uma mentira
Sangra meu peito líquido copioso
Chaga invisível que lancina em ardor
Que verte de minhas lágrimas o amor

Sob o sussurro de um choro lamurioso

Dor transfigurada na odiosa traição
Punhalada ferina de uma mentira
A queimar meu coração sobre a pira
E deixar meus restos em decomposição

São fragmentos de um crédulo morto
Atirados sob a perspectiva da realidade
Perdido na ilusão a viver a dura verdade
Em tortas promessas procura conforto

Em vão, deliro nas notas deste verso
Embriagado pela dor que vem e corrói
Quanto mais bebo, mais a chaga dói
Em linhas, com meus fantasmas converso...

Eduardo Benetti

Sexta Na Usina: Poetas da rede: João Batista De Melo:




te desenho em rendas

percorro os mais variados caminhos

contorno todas tuas linhas

mas desejo o mesmo destino
vou chegar
ao mesmo lugar


JBMN

Sexta Na Usina: Poetas da Rede:Dante Vitoriano Locateli:


Amor é doçura
Um poço de candura
Quem é você
que escolheu se perder.

Amor esse sentimento
Que eu adoro
Que eu lamento
É uma loucura.

Por tantos poetas desenvolto
Por dar ibope para ser pop
Para outros é perdição
Sem fazer fricote.

Acredite neste velho.
Fuja dele já
se voltar o aceite
deixe que volte
Não se revolte.

O amor é a pimenta
Que dá gosto e faz a boca arder.
Que nos olhos faz lacrimejar
e em vermelhidão não ver.

Amor é uma loucura
E a vida tem de ser louca
Para ser vida vivida.


Fazer o que?

Tem que ser sofrida.
Não me leve a sério
Porque eu sou louco.
Andarilho descalço


Nessa vida de caminhos

Perdido e maltrapilho.
Somente um andarilho.


AMANTE

Nós Amantes
somos somente caminhantes
andarilhos
maltrapilhos
Nesse mundo de caminhos
em uma terra de gigantes.

ANDARILHO (Versão completa de Amante  29/07/2015)

Dante Locateli

Fonte de origem:
http://naquelesegundo.blogspot.com.br/2015/07/andarilho-amor-e-docura-um-poco-de.html?m=1

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede:Luiz Alberto Quadros: Promessas:




Olhou o céu azul, anil,

de tão lindo parecia sorrir,

nos olhos uma lagrima gelada,

na face o rosa febril
mágoas de mil promessas,
juramentos não cumpridos.
-
Eram tudo, viraram nada,
juras ao pé dos ouvidos
que foram esquecidos
com a pressa de uma flecha.
-
Juramentos solenes
jogados a escanteios
sem qualquer enternecimento.
-
Prometer e não cumprir
coisas na vida que ensinam o viver.
-
As vezes viver é sofrer
a dor de ser a pretendida
que depois de usada
é simplesmente jogada,
deixada de lado,
até aprender que do nada
se tira uma força danada,
se rasga as juras esquecidas,
e esquecendo os tormentos da vida
levanta a cabeça, e segue a corrida,
pois se a lágrima era gelada
e a dor forte, dolorida,
nada de fato está perdido.
-
Mais vale enfrentar o aperto
esquecer o abatimento
e seguir novamente em frente.
-
A dor de uma promessa não cumprida
abate, dói e amargura a gente
mas passa quando se sente
que tem aquela força escondida.
-
Enxugou as lágrima e foi cuidar da vida.
===

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves



Atenção.

Este blog não usa imagens obscenas e nem palavras vulgares.

O autor encontra-se sempre a disposição dos seus leitores.
A confiança e respeito é sempre o mais importante.
===

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Luiz Medina:QUANDO:


Quando fores dizer que não me amas,

prepara-me um tempo antes,

cobre-me de beijos e carícias,

consola-me antes de dizer.



Quando fores dizer que não me amas,

sorri-me como antigamente,

para que eu nem sequer desconfie,

e quando disseres, antes me ama.



Quando fores dizer que não me amas,

dize brincando, para que eu não acredite,

dize baixinho, para que eu não ouça,
dize que foi para me fazer ciúmes.

Luiz Medina
Do livro PAVIO D’SPERANÇA.

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Fernando Antonio Marques: AMOR COVARDE:


Eu te encontrei um dia
Por amor nos atraímos
Enquanto você sorria
Já sabia o que sentimos
E como por covardia
Contra o amor que sentia
Desistiu do que queríamos.








quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Outubro Rosa: D'Araújo: Que seja Rosa:

                   
                                                               

Que seja Rosa o ano do teu cuidar.
Que seja Rosa o mês do teu viver.
Que seja Rosa, Outubro, Novembro, Dezembro...
Que seja Rosa a semana do teu pensar.
Que sejam Rosa os dias do teu querer.
Que sejam Rosa as horas do teu ser.
Que sejam Rosa os minutos do teu fazer.
Que seja simplesmente Rosa, Maria, Joaquina, Josefa, Sophia ...
Que seja Rosa, Branca, Preta, Mulata, Mestiça, Parda, Amarela ou Índia.
Que seja sempre Rosa a paz que em ti habita, e que possa espalhar esta paz por entre todas as outras Rosas, em cada segundo do teu bem viver.
Que seja Rosa com perfume de todas as Rosas, você Mulher.

Que seja Rosa, seja qual for o perfume ou a cor.

Poesia De Quinta Na Usina: Mario Quintana :Tempestade noturna:




Noite alta, na soçobrante Nau exposta aos quatro ventos, em pleno céu sulcado de relâmpagos, os marinheiros mortos trovejam palavrões.
Ó velhos marinheiros meus avos...

para eles ainda não terminou a espantosa Era dos Descobrimentos!
Santa Bárbara e São Jerônimo, transidos de divino amor,
escutam suas pragas como orações.

Quando eu acordar amanhã, livre e liberto como uma [asa –
vou rezar a São Jerônimo vou rezar a Santa Bárbara

por este nosso fim de século pobre Nau perdida no [nevoeiro
que em vão busca o rumo das eternas, das misteriosas Américas ainda por [descobrir!

Poesia De Quinta Na Usina: Augusto dos Anjos: O MORCEGO:


Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica dasede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
-- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite ele entra

Imperceptivelmente em nosso quarto!

Poesia De Quinta Na Usina: Augusto dos Anjos: AGONIA DE UM FILÓSOFO:




Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto
Rig-Veda. E, ante obras tais, me não consolo...
O Inconsciente me assombra e eu nele rolo
Com a eólica fúria do harmatã inquieto!
Assisto agora à morte de um inseto!...
Ah! todos os fenômenos do solo
Parecem realizar de pólo a pólo
O ideal do Anaximandro de Mileto!
No hierático areópago heterogêneo
Das idéias, percorro como um gênio
Desde a alma de Haeckel à alma cenobial!...
Rasgo dos mundos o velário espesso;
E em tudo igual a Goethe, reconheço

O império da substância universal!

Poesia de Quinta Na Usina: Luís de Camões; Soneto 101:



Ah! minha Dinamene! Assi deixaste quem não deixara nunca de querer-te? 
Ah! Ninfa minha! Já não posso ver-te, tão asinha esta vida desprezaste!

Como já para sempre te apartaste  de quem tão longe estava de perder-te?
Puderam estas ondas defender-te, que não visses quem tanto magoaste?

Nem falar-te somente a dura morte me deixou, que tão cedo o negro manto
em teus olhos deitado consentiste!

Ó mar, ó Céu, ó minha escura sorte! Que pena sentirei, que valha tanto,

que inda tenho por pouco o viver triste?

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: 93:


"Em mim foi sempre menor a intensidade das sensações que a intensidade da consciência
delas. Sofri sempre mais com a consciência de estar sofrendo que com o sofrimento de que
tinha consciência.
A vida das minhas emoções mudou-se, de origem, para as salas do pensamento, e ali vivi
sempre mais amplamente o conhecimento emotivo da vida.
E como o pensamento, quando alberga a emoção, se torna mais exigente que ela, o regime de
consciência, em que passei a vive o que sentia, tornava-se mais quotidiana, mais epidérmica,

tornava-se mais titilante a maneira como sentia."



Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: 85.



"Fazer qualquer coisa completa, inteira, seja boa ou seja má - e, se nunca é inteiramente boa,
muitas vezes não é inteiramente má - , sim, fazer uma coisa completa causa-me, talvez, mais
inveja do que outro qualquer sentimento. É como um filho: é imperfeita como todo o ente
humano, mas é nossa como os filhos são.
E eu, cujo espírito de crítica própria me não permite senão que veja os defeitos, as falhas, eu,
que não ouso escrever mais que trechos, bocados, excertos do inexistente, eu mesmo, no pouco
que escrevo, sou imperfeito também. Mais valeram pois, ou a obra completa, ainda que má,
que em todo o caso é obra; ou a ausência de palavras, o silêncio inteiro da alma que se

reconhece incapa de agir."


Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araujo: Anjo.


                                                 
Em plumas do vento vou ao seu encontro.
Posso ver as portas do paraíso a se abrirem.

Lá não existe dor, rancor ou magoa, lá só tem amor.

E com o frescor da brisa que sopra em meu rosto, 
posso vê-la em verdes campos,

Com o sol que ilumina tua face de anjo,
e tua alma bela.
E o teu olhar sereno e um sorriso leve e pequeno.

D'Araujo.

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo:Esplendor:




O esplendor do teu, 
sorriso.
A meiguice do seu, 

olhar.

O necta dos teus 

lábios.
E as incomparáveis curvas do seu belo 
corpo.
Faz-me acreditar em, perfeição.


D'Araújo:
Conteúdo livro: Lírios e Promessas:
Sarau do Forum, São Bernardo do Campo:
26/06/2014.


Pensamento do Dia:

O melhor da vida é estar vivo. E Felicidade é aquilo que distingui o viver do existir.


Para ler ou baixar o Livro clique no link:


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Inake Malheiros:


Noite de chuva
Meu corpo se enrosca
Na tua ausência.


Inakê
















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Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Elisabeth Gliceria da Conceição:Melancolia:



Ainda guardas na mente

Doces lembranças de outrora 

quando uma canção se fazia presente

quando a acalentava na memória

quando as palavras eram sinceras

faziam sentir-se num olhar
quando os grandes poetas
faziam-na sonhar
Rodas de amigos tão somente
Hoje lembranças a vagar
tempestade não a incomodava
Sempre havia braços a lhe afagar
o calor humano era intenso
melhor que a luz solar
Doces tempos passados
tempos que não voltam mais
alegria, juventude vem de dentro
se a mente envelhece
o corpo não suporta mais.













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